Desenvolvimento profissional

Social & Soft Skills: o que mudou no mundo VUCA e nas Organizações 4.0?

março 16, 2020
Tempo de leitura 6 min

Ter uma visão de futuro é essencial no mundo de disrupção que temos atualmente — isso nunca mais vai mudar. Adaptar os talentos a esse cenário e às demandas das organizações depende de conhecer as soft skills e as social skills, ou seja, competências comportamentais e interativas, respectivamente.

É claro que o significado desses termos está bastante resumido, mas vamos explicar melhor neste post. O importante, neste momento, é entender que eles devem ser aplicados no mundo VUCA (ou VICA – volátil, incerto, complexo e ambíguo) e nas organizações 4.0, que são aquelas que aplicam a inovação em seus processos, como inteligência artificial, controle, automação e outras tecnologias.

Diante de todo esse cenário, o perfil dos colaboradores precisa mudar, assim como a atuação do RH. Como fazer isso? A resposta está justamente nas soft e social skills. Você sabe exatamente a diferença entre esses termos e como empregá-los? Entenda melhor!

Quais são as principais diferenças entre soft skills e social skills?

Como explicamos, as soft skills são as competências sociais e comportamentais, isto é, atributos pessoais relacionados ao trabalho e à sua interação com outras pessoas. Muitas vezes, são naturais, mas também podem ser desenvolvidos a partir de atitudes adequadas. Entre os principais exemplos estão:

  • resiliência;

  • gestão do tempo;

  • capacidade comunicativa;

  • capacidade de trabalhar em conjunto;

  • atitude positiva;

  • potencial de aprendizagem;

  • adaptabilidade;

  • resolução de problemas;

  • liderança;

  • ética.

Por sua vez, as social skills são habilidades voltadas para comunicação e interação. Envolvem aspectos verbais e não verbais, a exemplo de linguagem corporal, gestos, tom de voz etc. Por isso, contribuem para a construção de relacionamentos e fortalecem o networking. De todos os exemplos, os principais são:

  • influência;

  • articulação;

  • negociação;

  • persuasão;

  • empatia;

  • escuta ativa;

  • capacidade de delegar responsabilidades;

  • cooperação.

Uma mesma pessoa tem essas habilidades e pode aprimorá-las. No entanto, é possível haver uma tendência maior para um dos lados. Por isso, as principais diferenças entre soft e social skills é que, com as primeiras, os obstáculos são enfrentados a partir da busca das soluções certas. Assim, os erros e os fracassos servem para aumentar o aprendizado.

Por outro lado, as competências interpessoais ajudam a aumentar a interação com os outros. O gestor com essas habilidades tem mais capacidade de demonstrar o que precisa e de sinalizar preocupações. Por sua vez, há uma capacidade maior de ouvir os clientes para alcançar a satisfação.

Por que prezar por social e soft skills é importante?

Quanto mais desenvolver os dois tipos de competências, mais o profissional está habilitado para atender às demandas da organização. Ele tem mais potencial — ou seja, as motivações certas para alcançar os resultados esperados — e prontidão — isto é, desenvolveu os requisitos exigidos para exercer sua função.

 Isso significa que, atualmente, ele cumpre as exigências e está adequado ao cargo. Ao mesmo tempo, desenvolve-se de maneira contínua para evoluir na posição. Com talentos direcionados, o negócio aumenta seu diferencial competitivo e tem mais chance de atrair e reter colaboradores.

A mesma prerrogativa é válida para os clientes. Com as social skills, o time interage melhor com eles e sua satisfação aumenta. O resultado é um produto ou serviço mais apropriado e condizente com o esperado, o que tende a elevar a fidelização.

Quais são as novas demandas do mundo VUCA e das organizações 4.0?

O mundo VUCA exige uma ressignificação do papel profissional e do trabalho do RH. Afinal, novas características são requisitadas e é preciso se adequar a esse cenário. Suas principais características são:

  • volatility: é a agilidade, velocidade de acontecimento dos eventos e aleatoriedade, isto é, a organização tem dificuldade em prever os movimentos do mercado;

  • uncertainty: consiste na dificuldade de fazer projeções, mesmo com base em dados. A resposta são as soluções preditivas;

  • complexity: são as tendências tecnológicas que dificultam a capacidade de agir e prever resultados devido a variáveis desconhecidas e incontroláveis;

  • ambiguity: representa a pouca clareza para encontrar relações de causa e efeito na análise de situações. Com isso, há mais dificuldade para encontrar as soluções aos problemas.

Junto a isso, existem as organizações 4.0. Elas são derivadas das demandas da sociedade moderna. Por isso, é necessário ter profissionais diferenciados para ocupar posições elevadas e que estão em processo de redesenho. Um exemplo são as vagas disponíveis por falta de mão de obra qualificada.

Nesse cenário, a gestão de pessoas precisa trabalhar os talentos para garantir que estejam preparados para o mundo VUCA e as organizações 4.0. É necessário equilibrar as demandas com a capacidade de entregar resultados e lidar com o time ao seu redor. É aí que entram, novamente, as social skills e as soft skills.

Essas habilidades precisam ser trabalhadas de maneira contínua nas organizações 4.0. Para isso, é preciso verificar o potencial e a prontidão do profissional para saber se ele está adequado à posição ou se é necessário alinhar suas competências às necessidades internas. Dessa forma, fica mais fácil alcançar os resultados esperados.

Por que caracterizar essas habilidades é importante?

Para fortalecer social e soft skills e adequar seu trabalho ao mundo VUCA e às organizações 4.0, é preciso atentar a alguns atributos. Entre os principais estão o couping e o grit. O primeiro consiste na capacidade de reagir e lidar com situações estressantes e desafiadoras. A ideia é desenvolver o talento para enfrentar as tensões, ao mesmo tempo que recruta os melhores recursos para atingir os objetivos. Para isso, é preciso inteligência emocional e autoconhecimento.

O grit representa o nível de tolerância à frustração e a determinação do profissional em enfrentar e superar obstáculos de alto desafio, complexidade e impacto. Ele deve direcionar suas ações em prol da entrega e dos resultados, quaisquer que sejam as dificuldades. Caso contrário, estará com o mindset desalinhado e precisará se ajustar diante dos desafios contemporâneos.

Para trabalhar esses atributos, é preciso utilizar o Instrumento de Assessment de Prontidão e Potencial (IAPP). Ele abrange diferentes técnicas e instrumentos para mensurar a prontidão e o potencial do indivíduo. Adequado ao mundo VUCA e às organizações 4.0, essa metodologia considera as rupturas sociais, econômicas, políticas e tecnológicas para identificar as alterações de circunstâncias e analisar a capacidade do profissional diante de sua posição atual e futura.

Com o IAAP, é possível reduzir em até 80% o tempo para realizar um processo e executá-lo com até o triplo de credibilidade. As indicações de 25% das ferramentas atuais no período de cinco anos são 90% precisas, o que permite entender qual será o cenário tecnológico futuro. De quebra, ainda é possível economizar tempo e recursos.

Para alcançar esse patamar, é preciso contar com quem é especialista na área de RH e na análise de variáveis, como as soft skills e as social skills. Com essa ajuda, você chegará ao sucesso por ter mais confiança na hora de reestruturar seus processos e adequar sua organização ao contexto VUCA.

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