Líderes

Afinal, quais são as competências necessárias para liderança?

julho 12, 2018
Tempo de leitura 7 min

líder não é aquele que se coloca em um pedestal e dita ordens à sua equipe. Quem tem competência para liderança entende que a organização depende da cooperação de todos para que a equipe caminhe rumo ao sucesso.

É inegável que para estar à frente de uma equipe é preciso ter disposição e aptidões específicas. Os requisitos necessários para assumir a liderança de uma organização nos dias de hoje não são os mesmos de uma década. O mundo passou a mudar em uma velocidade e intensidade jamais vista. Desse modo, as competências que eram esperadas para um líder tampouco continuam as mesmas.

Se você deseja entender quais o que esperar de um líder competente e o que significa liderar a partir desta década, então você veio ao lugar certo.

Ficou interessado? Então continue com a leitura!

Quais são as competências esperadas de um líder?

Em tempos em que lidamos em um contexto VICA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), um líder precisa compreender e desenvolver certas competências para conseguir enfrentar os desafios contemporâneos.

Podemos resumir o que se espera de um líder em alguns tópicos. Veja:

Consciência situacional

O líder precisa entender o que está acontecendo ao seu redor, ler o ar e ter clareza quanto ao seu propósito, analisar as circunstâncias antes de tomar decisões. Afinal, o líder é aquele a quem a equipe deposita sua confiança.

Por isso, antes de agir, ele precisa compreender a situação em que se encontra, ou seja, analisar como critérios, escolhas, eventos, ações e até sentimentos podem influenciar seus atos e impactar a consecução dos resultados da equipe.

Controle atencional

Em momentos de crise, muitos líderes acabam perdendo o foco e agindo sem respaldo de dados reais, a chamada impulsividade, que certamente não é uma característica positiva na competência para liderança. Lembrando que impulsividade é diferente de intuição, pois esta é a convergência de conhecimento, experiências e assertividade, aquela inconsequência.

O controle atencional nada mais é que a habilidade de manter o foco, mesmo sob pressão ou em situações caóticas. Essa é uma característica extremamente necessária para um líder contemporâneo, pois ele compõe os alicerces organizacionais: se ele for instável e desmoronar facilmente, a estrutura está comprometida e o resto também estará em ruínas.

Resiliência

Resiliência significa resistência, é saber dar a volta por cima em momentos de dificuldade. Ter resiliência é não perder o equilíbrio, é saber agir de forma racional mesmo diante de impactos negativos, retornando rapidamente ao seu estado normal.

Essa característica é necessária para aqueles que desejam desenvolver a competência para liderança, pois quem aceita ser líder está aceitando ocupar um espaço preponderantemente tenso todos os dias.

Adaptabilidade

O líder se molda ao momento e não “dá murros em ponta de faca”. Em vez de tentar mudar o problema, ele se adapta para solucioná-lo. A adaptabilidade está ligada à flexibilidade, afinal, o mundo está em constante mudança, e é preciso mudar junto com ele. Pois, já dizia o filósofo ‘Muito viveu quem muito mudou”!

Estratégia de Enfrentamento ou Couping

Diante da certeza de que a liderança se caracteriza pela ocupação de um espaço tensivo, onde a única certeza é desafios e complexidade crescente, ser capaz de responder a situações críticas mantendo-se funcional e no pleno uso de seu conjunto de habilidades, inteligências e competências determina o nível potencial de ocupação da liderança: operacional; tático; estratégico.

Um nível de domínio alto deste atributo está invariavelmente associado a alta determinação, que alavanca e potencializa os resultados. Há estudos que indicam que a partir de um QI de 110 o sucesso será determinado mais pelo grau de determinação do que pelo quanto mais de QI se tenha.

Por que as coisas mudaram?

Quando dizemos que os requisitos para desenvolver a competência para liderança mudaram, não estamos afirmando que o que se esperava de um líder antigamente não deve ser levado mais em consideração.

Pelo contrário, é muito importante que os líderes continuem com pleno domínio do que se exigia antigamente. No entanto, o que se admitia e esperava-se de um líder há alguns anos são requisitos básicos de um gerente hoje e de qualquer profissional em algum momento no futuro próximo.

Em tempos de incertezas e complexidades, não basta ser um líder racional e humano, por exemplo. A VICA exige que os cérebros das corporações comportem-se de maneira diferente para acompanhar a inconstância do mundo moderno, caso contrário, a organização acabará por ver seu propósito sucumbir.

Nesse sentido, é importante afirmar que o que distingue atualmente um líder do papel de gestor é o trânsito e representatividade obtida por este em espaços aos quais o time não tem acesso.

Ou seja, se o gestor não for legitimado entre os pares e superiores, não será aquele que obtém os maiores recursos, melhores e mais destacados projetos e, por isso, menos autonomia para reconhecimento (bônus, aumento, promoção etc) de sua equipe.

Enquanto um líder tem o papel de influenciar e construir uma visão estratégica, o gestor busca gerenciar situações e o cumprimento da ordem.

Quais competências ainda são necessárias para liderança?

Como já dissemos, algumas competências que todos os líderes precisavam no passado continuam sendo valiosas para os dias de hoje. Algumas delas são:

Saber ouvir

No início do texto, dissemos que o bom líder não é aquele que se coloca em um pedestal. Pois bem, o líder é uma posição que orienta a equipe no sentido do propósito da organização, mas ele deve ser acessível aos demais colaboradores.

Quem está em uma função de liderança deve entender que todas as demais pessoas também fazem parte da corporação e, por isso, devem considerar todas as oportunidades relevantes que podem contribuir para uma melhor dinâmica de trabalho e dos resultados da organização.

Estar em constante aprendizado

Principalmente em tempos de VICA, o líder sabe que está sujeito a aprender coisas diferentes. A cada dia surge uma tecnologia que muda completamente o mercado, por isso, estar sempre alerta a novas estratégias é o que mantém a organização competitiva e aderente à sua missão.

Se o líder continua restrito aos seus conceitos iniciais, a organização tende a perder oportunidades valiosas.

Dar feedbacks

Dar feedbacks propositivos é essencial para a liderança. Feedback é uma condição para o desenvolvimento das equipes, mas quando oferecido de maneira propositiva consolida-se a liderança, a ideia tem outro peso, distanciando-se da ideia simplória de feedback positivo e negativo. Como cabeça da equipe, é função do líder avaliar constantemente o potencial de seus colaboradores e saber qual é o rendimento e como ampliar os limites do possível de cada membro da equipe.

Afinal, não é saudável para a empresa ter indivíduos que não correspondem às expectativas, muito menos que desconheçam que expectativas lhes são atribuídas. É fato que todos precisam trabalhar em uniformidade, engajamento e comprometimento para que a corporação siga adiante.

Com os feedbacks, o líder explicita os contratos psicológicos mútuos, conhecendo os profissionais que estão trabalhando com ele e, assim, sabe o que pode planejar para a organização e o que deve ser mudado dentro dela.

Não se engane, não pense que as atitudes citadas para desenvolver uma competência para liderança continuarão assim para sempre. Os atributos exigidos de um líder estão em constante mudança. Mas temos certeza de que, com este texto, você está ciente do que toda corporação espera do papel de liderança.

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