Desenvolvimento profissional

Saiba tudo sobre como engajar os colaboradores para obter alta performance

abril 1, 2019
Tempo de leitura 8 min

É comum que haja dúvidas entre os gestores sobre como engajar os colaboradores de alta performance nas organizações, já que essa é uma das características fundamentais a eles, ao lado da realização, preocupação com a melhoria contínua, confiança, produtividade e inovação. 

Afinal, estamos falando de profissionais com características distintas e objetivos diferenciados. Diante disso, as organizações precisam ir em busca de oportunidades e ações que impulsionam o comportamento engajado de seus talentos.

Pensando nessa questão, no artigo a seguir trataremos da importância do engajamento para o RH estratégico, também denomimando de SHRM (strategic HR management), além de apresentar ações que colaboram com esse intuito. Confira!

O RH estratégico e a alta performance 

Compreender os comportamentos e as percepções dos colaboradores da organização pode ser mais complexo do que imaginamos, mas é justamente isso que diferencia um RH estratégico daqueles com ações estritamente operacionais.

Atualmente, há uma tendência de mudança constante no ambiente organizacional, decorrente de sistemáticas rupturas econômicas, sociais, políticas e tecnológicas . Em razão destes movimentos temos o surgimento de novas gerações no mercado, consequentemente a necessidade de adaptação da maneira de fazer RH aumentou. Um bom exemplo disso são as novas expectativas que emergem, presentes em todas as gerações, mas com maior disruptura nas gerações Y, Millenials, Z … que exigem um trabalho com propósito para se envolverem e manterem-se motivados.

Cabe ao RH mapear as necessidades, a fim de reter, desenvolver e acelerar a curva de aprendizado desses talentos, promovendo assim a sensação de crescente realização pessoal e profissional. Do contrário, eles perderão o interesse e partirão para novos desafios

Para isso, é importante aprender a ouvir o time, o que antes era uma opção atualmente é uma obrigação para as novas gerações. Afinal, eles são colaboradores mais imediatistas, almejam crescimento e envolvimento em atividades de crescente desafios em velocidade maior, se preocupam mais com perfil e a experiência do que com o salário. Quando são atendidos, costumam apresentar um desempenho superior, o que atinge diretamente o negócio.

Individualização

Um aspecto essencial nesse processo de engajamento, especialmente das novas gerações, é a individualização. Ou seja, mantém-se na relação enquanto atender interesses específicos. Ela aumenta quando as qualidades, capacidades e resultados de indivíduos são respeitados e usados como base nas decisões de gestão de pessoal. Do contrário, lança-se em outra relação, sem culpa ou hesitação, seja na carreira ou na vida pessoal. As gerações pós Millenium ‘ficam’, ‘se rolar rolou, se não, vamos em busca de outra oportunidade’, simples assim.

Desse modo, quando for realizado o recrutamento, a avaliação, mas também os programas de desenvolvimento, as chances de o time conseguir obter o máximo engajamento são maiores. Portanto, é crucial atentar às demandas de cada pessoa e seu potencial — vale lembrar que isso não prejudica o andamento do grupo, desde que todos sejam incluídos nesse aspecto. Não obstante, exige uma gestão diferenciada e individualizada. Gerir talentos é diferente de gerir bons profissionais e bons times. 

As principais dicas sobre como engajar os colaboradores

Várias iniciativas podem ser tomadas quando se trata de engajar os colaboradores. A seguir, você conhecerá algumas das principais dicas para colocar em prática o processo e obter alta performance de seus profissionais. 

Tenha gestores capacitados

A fortaleza da gestão impacta diretamente no engajamento do seu time. Os gestores precisam ser atentos e verdadeiramente interessados, a fim de estabelecer relacionamentos reais com os colaboradores com os quais trabalham.

Uma das variáveis mais importantes para a realização e a retenção dos colaboradores é a habilidade de liderar. Segundo uma pesquisa conduzida pela BambooHR, 44% dos profissionais que pediram demissão o fizeram devido a uma liderança tóxica. Liderar hoje não é o mesmo que liderança de ontem, e será diferente da liderança de amanhã.

Logo, a capacitação para ocupar um cargo de gestão não deve focar apenas em habilidades técnicas (hardskills), mas também comportamentais (soft & socialskills). Os líderes devem ser preparados para enfrentar desafios contínuos, ainda mais considerando a atual realidade organizacional, embasada em um ambiente VICA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) em tempos de Organizações 4.0.

Crie um ambiente favorável 

O ambiente também interfere no engajamento dos colaboradores, sendo responsável direto pelo desempenho do time. Para isso, é importante criar um espaço em que as pessoas se sintam livres para fazer suas atribuições de acordo com o estabelecido e alcancem o que precisam.

Diante disso, o ideal é que haja espaço para sucesso e falhas, permitindo que os indivíduos aprendam. Do contrário, a criatividade é limitada e, por sua vez, o desempenho decaí. Adote três ações simples, mas de alto impacto: Escutar, Reconhecer, Dar Feedback e Feedforward. 

Estabeleça objetivos claros 

Certifique-se de que os membros do time estejam cientes do que a organização espera deles e também de quando devem entregar os resultados. Após ter adaptado a abordagem às necessidades de cada um deles, é preciso definir uma data para checar o progresso das ações. Invista na construção de um Contrato Psicológico de Trabalho consistente.

Por exemplo, se um membro está com dificuldades em se adaptar às metas, coloque-o para atuar ao lado de outro profissional que apresente uma performance exemplar. Assim, ele terá um exemplo a seguir e poderá alcançar o desenvolvimento esperado pela organização. 

Além disso, considere pontos como oportunidades de redirecionar atenção, competências, fortalezas. Em algumas ocasiões, o desinteresse pode ser causado pelas tarefas das quais o colaborador foi encarregado. Descubra mais sobre seus anseios e o que deseja alcançar na carreira. Assim, fica mais fácil alinhar os objetivos e produzir resultados melhores ao longo do tempo.

Permita que os colaboradores tomem decisões

A capacitação para que os colaboradores explorem o seu máximo potencial é uma excelente maneira de impulsionar o desempenho no trabalho. Mas isso não basta. Se eles não tiverem poder de decisão, motivação e engajamento serão substituídos por frustração. 

Uma maneira de fazer com que isso aconteça é criando um processo para que os colaboradores possam explorar seu máximo potencial. Permita que eles assumam papéis de liderança em projetos, dando a eles novas oportunidades e desafios. 

Invista nos colaboradores a fim de que eles estejam preparados, por exemplo, para suceder outros profissionais. Para isso, faça uma análise de potencial para verificar a aderência desses colaboradores ao plano organizacional de crescimento. Estabeleça assignments de crescente complexidade, monitore e avalie a velocidade e disposição do profissional em se autodesenvolver.

Aplique o coping e o grit

Sabemos que a organização moderna enfrenta uma série de desafios para crescer, justamente devido à alta competitividade e ao ambiente volátil. Logo, os colaboradores precisam estar preparados para enfrentar esse tipo de demanda, tendo uma alta performance indiferente do contexto e do cenário, o que resultaria em uma série de benefícios para a própria organização.

Nesse sentido, temos duas tendências: a do coping e a do grit, que o ajudarão a entender melhor como engajar os colaboradores. No primeiro caso, a abordaem parte do princípio de como um profissional consegue lidar/reagir de maneira efetiva diante de uma situação que o desafie, seja ela estressante ou problemática. 

No caso da performance, ele pode ser aplicado, por exemplo, na designação de assignments que exijam estratégias de enfrentamento a serem utilizadas pelas pessoas em situações de crescente tensão e nos resultados obtidos ou esperados — como o que acontece na demanda por uma entrega que ainda não é do cargo, mas não necessita permanecer com o superior hierárquico. 

Já o grit é a capacidade de aceitar e superar situações novas, desconhecidas e de maior complexidade. Assim sendo, permite avaliar a disposição e determinação em superar-se. Ambas as estratégias ajudam a fortalecer os vínculos do time, prepará-lo para as mudanças que ocorrerão no ambiente organizacional, tornando-o mais proativo, o que consequentemente refletirá na competitividade de mercado. 

Saber como engajar os colaboradores é um processo que exige conhecimento sobre as especificidades de cada um (individualização), mas também atenção e alinhamento às expectativas da organização. Só assim o RH poderá atuar de maneira estratégica. Como vimos, existe uma série de estratégias que ajudam nessa melhora, como o grit e o coping. 

Ficou interessado nas estratégias de coping e quer saber como aplicá-las nas organizações? Continue aproveitando os conteúdos da Formare Associados!

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