Potencial e Prontidão

Saiba quando a Prontidão se descolou do Potencial

novembro 4, 2019
Tempo de leitura 5 min

Enquanto no passado o potencial dos profissionais era avaliado na medida da entrega e parâmetros de alto desempenho a confusão dos conceitos de Potencial e Prontidão eram constantemente confundidos. Afinal, apenas os resultados eram avaliados, e acreditava-se que o caminho para o sucesso era forjado pelo cruzamento simples de entrega e comportamento.

Hoje, contudo, é impossível não nos rendermos a realidade de resultados comprometedores, como por exemplo um contingente de gestores com enfoque exclusivamente no resultado, negligenciando a necessidade dos times e colaboradores, concentrando o foco no curto prazo em detrimento do propósito das nossas organizações. Ademais, profissionais de alto potencial e talentos deixando a organização ‘por demitirem-se de seus executivos’ ou sendo demitidos por não corresponderem aos investimentos.

Logo, ao entregar muito em uma posição temos apenas a certeza de ter escolhido o profissional certo para aquela posição. Já o potencial para posições seguintes é uma outra história. Faz-se portanto necessário notar uma diferença importante entre esses dois conceitos.

Mas, felizmente, gestores e profissionais de RH já têm em mãos as ferramentas necessárias para avaliar os colaboradores em relação a essas distintas definições, entendendo o perfil de cada profissional e obtendo, assim, o melhor desempenho possível em atribuições atuais e/ou futuras à luz de um contexto em constante em transformação.

Nossa única certeza diante de tantas possibilidades é de que não sabemos como será no futuro, restando-nos, contudo, uma única certeza “Não permanecerá como é hoje”!

Quer entender mais sobre esse assunto? Então, continue esta leitura!

Qual é a diferença entre Prontidão e Potencial?

Basicamente, o Potencial baseia-se em três conjuntos de atributos:

  • pensamento lógico;

  • as competências sociais (conhecidas como soft & social skills);

  • disposição para superar obstáculos e manter-se em sua total capacidade, mesmo nos momentos de tensão (grit e couping).

Nesse sentido, podemos falar que um indivíduo com Potencial tem as motivações certas, e foco no trabalho. Com sua determinação inerente, ele é capaz de desenvolver os atributos necessários para oferecer resultados crescentes e assumir o protagonismo de sua carreira. Esse conceito está ligado às crenças e convicções pessoais, de modo que sua realização profissional é uma consequência da postura correta diante dos desafios.

Já a Prontidão é o termo usado para qualificar o profissional que já tem as atribuições necessárias para a função atual e a consequente incorporação de complexidade e desafio nos próximos dois anos. O exercício dessa Prontidão pode levar alguns meses ou mesmo anos, até que essa pessoa consiga, realmente, assumir as responsabilidades que determinada função exige. Essa análise varia de acordo como classificamos o profissional: membro de time; candidato natural a posição seguinte; ou, um Talento!

Quais são as atuais demandas para a gestão de pessoas?

Hoje, a gestão de pessoas busca não só identificar e preparar os profissionais em suas competências técnicas, mas, principalmente, analisar suas condições emocionais e comportamentais diante de novos cenários (VUCA e 4.0).

Dentro dessa abordagem, a avaliação de Potencial assume uma importância cada vez maior. Afinal, disposição e determinação pessoal faz toda a diferença na busca de resultados — principalmente porque competências técnicas podem ser aprendidas, mas a determinação para enfrentar situações desconhecidas, propor e liderar inovações é voluntária de cada indivíduo.

Como mensurar o potencial?

Como dissemos, era comum confundir o Potencial com a Prontidão antigamente, quando as mudanças na sociedade ocorriam de maneira mais lenta.

Nas décadas de 80 e 90, por exemplo, as avaliações eram feitas pelas entregas e em testes de CHA (competências, habilidades e atitudes). Porém, no mundo VUCA em que vivemos hoje, no qual as mudanças ocorrem em ritmo muito acelerado e o futuro é totalmente incerto, não há tempo para que esse acompanhamento seja feito com base no desempenho do passado.

Nesse caso, avaliar o comportamento em situações de tensão é a melhor maneira de mensurar o Potencial. Isso pode ser feito por meio da aplicação de testes que simulem determinadas situações comuns na vida profissional — percebendo, por meio delas, qual seria a reação ou a postura da pessoa diante dessa circunstância.

Conceitos como o Coping (a capacidade de reagir de maneira efetiva diante de situações desafiadoras e problemáticas) e Grit (a paixão, a perseverança, o compromisso em manter a disciplina mesmo com desconforto em prol de um objetivo) também são essenciais para uma carreira bem-sucedida, e devem estar presentes em um bom líder. Por isso, a avaliação de Potencial deve levar esses aspectos em consideração também.

Enfim, esse novo ponto de vista sobre a gestão de pessoas e o despertar do potencial humano é um verdadeiro marco para organizações que querem se preparar para encarar os desafios atuais, mantendo-se competitivas e relevantes. Afinal, é a compreensão desse cenário que leva o RH às melhores contratações, e à formação de times prontos para enfrentar qualquer situação. Lembre-se disso!

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